Sopro no coração



* Essa postagem é a primeira de muitas que vou tentar informar o pouquinho que eu sei que poderá ser útil a muitas mamães. Quero postar sobre documentos necessários para baixar um paciente no hospital, os passos para pedido de leitos de uti entre outras coisas, terei a ajuda da querida amiga Lidiangela Maia (conselheira tutelar) para esses post, quero escrever também sobre os perigos da pressão alta na gravidez, entre outras coisas. Pensando nisso, resolvi postar o que li a respeito de sopro no coração, porque quando falo que minha Helena tinha sopro, muitas pessoas dizem para mim agradecer a Deus que ela não ficou viva para sofrer, quando falam sopro no coração muitas pessoas acham que ela sofreria a vida inteira e faria tratamentos e esse tipo de coisa. Na realidade o sopro é preocupante com certeza, mas não chega a ser uma coisa que a faria sofrer a vida inteira, analisando isso percebi que muitas pessoas (como eu antes de ter a Helena) não tem a mínima ideia do que é sopro, quando ela faleceu comecei  a ver que eu não sabia nada respeito do problema de coração que resultou na sua morte, nem dos remédios que eu dava a ela, resolvi então fazer pesquisas sobre a doença dela e dos remédios que ela tomou, (você deve estar se perguntando porque não fiz enquanto ela era viva, mas nunca achei que iria precisar saber, afinal a levei no médico) Hoje aconselho todo pai e toda mãe procurar informações sobre remédios antes de dar a seu filho, é mais seguro e agente sabe um pouco melhor o que esta fazendo. Li bastante a respeito de sopro (que muitos de vocês já devem ter ouvido falar) e acho que a informação mais esclarecida é a que vou postar aqui, então espero que ajude em alguma coisa.

O que é sopro no coração? 

Sopro é o termo médico usado para descrever o som diferente que o sangue faz ao passar pelas válvulas e vasos sanguíneos do coração. Os médicos conseguem ouvir esse barulho com o estetoscópio, no intervalo entre os batimentos normais.

A maioria dos sopros cardíacos é absolutamente inofensiva e não provoca nenhum sintoma. Por isso, esses sopros são chamados de "inocentes" ou benignos, ou ainda funcionais ou fisiológicos. Alguns tipos de sopros, porém, podem indicar um problema no coração. 

As batidas do coração do meu filho são diferentes? 

Se ele tem um sopro, o som é sim diferente. O tipo de barulho que o médico consegue ouvir com o estetoscópio varia dependendo da causa. Muitas vezes, os médicos conseguem distinguir, só pelo som, sopros normais e inofensivos de um problema mais sério. 

Em que momento o sopro costuma ser detectado? 

Nas primeiras 24 horas depois de nascer, seu bebê será examinado por um pediatra na maternidade. Um dos exames é auscultar o coração da criança com o estetoscópio. Nesse primeiro momento, pode ser que o médico já escute algum sopro.

É comum que recém-nascidos tenham sopros no coração nos primeiros dias de vida. O motivo é que o sistema circulatório que dependia da placenta, enquanto o bebê estava no útero, sofre alterações quando a criança começa a utilizar os pulmões para respirar, e essas mudanças só se consolidam totalmente depois de algumas semanas.

Assim, a criança volta a ser examinada nas semanas seguintes, e se o ruído persistir pode ser sinal de alguma anormalidade no coração.

O pediatra também vai auscultar o coração do bebê nas consultas mensais de rotina.

Quando o bebê tem alguma malformação congênita grave no coração, outros sintomas aparecem logo nos primeiros dias de vida, como respiração rápida, dificuldade em mamar, lábios azulados e baixo ganho de peso.

Às vezes, o sopro cardíaco só é diagnosticado quando a criança já é bem mais velha. 

O sopro cardíaco é grave? 

Sopro cardíaco não é sinônimo de problema no coração. Os sopros chegam a atingir nada menos que 50 por cento de todas as crianças, e o ruído não passa de uma característica do funcionamento do coração da pessoa.

Por volta de 1 por cento do bebês, no entanto, nasce com problemas cardíacos. Hoje em dia, com a realização do ultra-som morfológico, boa parte desses casos é diagnosticada quando a criança ainda está dentro da barriga da mãe. O diagnóstico precoce é importante para que a equipe médica esteja preparada no caso da necessidade de alguma intervenção logo depois do parto. 

Que exames meu bebê terá de fazer se tiver sopro? 

Se o pediatra desconfiar de um sopro anormal, encaminhará o bebê para um cardiologista. Um dos exames que ele pode pedir é o ecocardiograma (um ultra-som das câmaras do coração).

Se os médicos diagnosticarem um problema cardíaco, é provável que peçam exames mais detalhados, como:

• Raio-X de tórax: O objetivo é obter uma imagem do formato e do tamanho das câmaras cardíacas, e de como o ar infla os pulmões.

• Eletrocardiograma: Eletrodos são colados no peito
do bebê para medir a atividade elétrica do coração. O exame não dói.

• Teste de saturação de oxigênio: Um pequeno dispositivo com uma luz é colocado no dedo ou na orelha do bebê para medir a quantidade de oxigênio presente no sangue dele. Também é um teste indolor.

• Ressonância magnética: Exame detalhado que produz imagens dos órgãos internos do corpo. Raramente é usado em crianças, e, como é preciso ficar imóvel durante o exame, bebês costumam ser sedados.

• Cateterismo: Trata-se de um procedimento realizado sob anestesia geral, em que um cateter é inserido numa veia, na virilha, e levado até o coração, e produz imagens de raios-X. A criança tem de ser internada por uma ou duas noites. Hoje, o procedimento é mais que um exame, e chega a corrigir problemas que antigamente exigiam cirurgia. 

Que tipo de problema cardíaco o bebê pode ter? 

O sopro pode ser resultante de uma abertura indevida, ou então uma das válvulas do coração é estreita demais (a chamada estenose). Há vários tipos de malformação, mas a maioria delas não é grave e nem exige tratamento. 

Mesmo que seu filho tenha um problema mais grave que exija cirurgia, vale a pena lembrar que hoje em dia as técnicas estão muito desenvolvidas e que as operações costumam transcorrer sem problemas. 

As duas malformações cardíacas mais comum em crianças são:


• Defeitos do septo interventricular: Chamados também de comunicação interventricular (CIV), são o tipo de malformação congênita do coração mais comum, que responde por cerca de um terço de todos os casos. A boa notícia é que em 80 por cento dos casos o orifício se fecha sozinho, sem intervenção, ao longo dos primeiros anos da infância. 

• Defeitos do septo interatrial (também chamado de interauricular ou comunicação interatrial): Trata-se de um orifício entre as duas câmaras superiores do coração, que tende a não se resolver sozinho. Atualmente, existe a possibilidade de o problema poder ser tratado com cateterismo, não chegando a exigir cirurgia. 

Outras cardiopatias que podem afetar crianças são:

• Estenose pulmonar: Estreitamento da válvula pulmonar ou da artéria pulmonar no ventrículo superior direito, o que sobrecarrega o ventrículo direito; 

• Estenose aórtica: Estreitamento da válvula aórtica  o que sobrecarrega o ventrículo esquerdo. Esses dois problemas podem ser corrigidos, em certos casos, pela colocação de um balão através de um cateter. É um procedimento não-cirúrgico quenalarga a parte estreitada da válvula ou da artéria. A criança precisa ficar internada um ou dois dias.




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