Você que ajudar seu Anjinho?

Faz muito tempo que li essa texto e hoje resolvi escreve-lo porque uma amiga do facebook promoveu o blog para outras mamães que perderam seus filhos. A Geiser me perguntou se as homenagens poderiam ser feitas a filhos que faleceram adultos, eu acho que como ela mesma falou, mãe é mãe e não importa quanto tempo seu filho tenha ficado aqui na terra, se foram horas, dias, meses ou anos, o amor é o mesmo e a dor acredito ser bem parecida, então pensando nisso resolvi postar esse texto que fala um pouco do que podemos tentar fazer para ajudar os que já partiram...se me perguntar  "é a verdade?" direi "claro que não temos certeza de nada",  mas como já disse aqui tantas vezes, acredito que toda mãe (mesmo sendo uma chance em mil de aliviar o sofrimento ou a saudade de um filho) fará o que lhe for proposto contando que termine em Deus, e foi nisso que pensei ao copiar esse texto, espero que encontrem um pouco da força que encontrei nessas palavras...







 Ante as lembranças queridas dos entes amados que te precederam na Grande Transformação, é natural que as tuas orações, em auxílio a eles, surjam orvalhadas de lágrimas.
          Entretanto, não permitas que a saudade se te faça desespero.  
          Recorda-os, efetuando por eles, o bem que desejariam fazer.
  • Imagina-lhes as mãos dentro das tuas e oferece algum apoio aos necessitados; 
  • lembra-lhes a presença amiga e visita um doente, qual se lhes estivesses atendendo a determinada solicitação; 
  • distribui sorrisos e palavras de amor com os irmãos algemados a rudes provas, como se os visses falando por teus lábios e atravessarás os dias de tristeza ou de angústia com a luz da esperança no coração, caminhando, em rumo certo, para o reencontro feliz com todos eles, nas bênçãos de Jesus, em plena imortalidade.


 As dores inconsoláveis dos que sobrevivem se refletem nos Espíritos que as causam.
        O Espírito é sensível à lembrança e às saudades dos que lhe eram caros na Terra; mas, uma dor incessante e desarrazoada o toca penosamente, porque, nessa dor excessiva, ele vê falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o choram e talvez à sua reunião com estes.
        Estando o Espírito mais feliz no Espaço que na Terra, lamentar que ele tenha deixado a vida corpórea é deplorar que seja feliz.  Figuremos dois amigos que se achem metidos na mesma prisão.  Ambos alcançarão um dia a liberdade, mas um a obtém antes do outro.  Seria caridoso que o que continuou preso se entristecesse porque o seu amigo foi libertado primeiro?  Não haveria, de sua parte, mais egoísmo do que afeição em querer que do seu cativeiro e do seu sofrer partilhasse o outro por igual tempo? O mesmo se dá com dois seres que se amam na Terra. O que parte primeiro é o que primeiro se liberta e só nos cabe felicitá-lo, aguardando com paciência o momento em que a nosso turno também o seremos.
        Façamos ainda, a este propósito, outra comparação. Tendes um amigo que, junto de vós, se encontra em penosíssima situação. Sua saúde ou seus interesses exigem que vá para outro país, onde estará melhor a todos os respeitos. Deixará temporariamente de se achar ao vosso lado, mas com ele vos correspondereis sempre: a separação será apenas material.
        Desgostar-vos-ia o seu afastamento, embora para o bem dele?
        Pelas provas patentes, que ministra, da vida futura, da presença, em torno de nós, daqueles a quem amamos, da continuidade da afeição e da solicitude que nos dispensavam; pelas relações que nos faculta manter com eles, a Doutrina Espírita nos oferece suprema consolação, por ocasião de uma  das mais legítimas dores.  Com o Espiritismo, não mais solidão, não mais abandono: o homem, por muito insulado que esteja, tem sempre perto de si amigos com quem pode comunicar-se. 
        Impacientemente suportamos as tribulações da vida. Tão intoleráveis nos parecem, que não compreendemos possamos sofrê-las.  Entretanto, se as tivermos suportado corajosamente, se soubermos impor silêncio às nossas murmurações, felicitar-nos-emos, quando fora desta prisão terrena, como o doente que sofre se felicita, quando curado, por se haver submetido a um tratamento doloroso.


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