O nosso coração não está mais no peito

Foto: Quem é mãe na dor tem o coração fora do lugar, coração que caminha, para sempre, por caminhos fora do seu próprio corpo. Caminha clandestino, pior inferno é ver um filho sofrer sem poder ficar no lugar dele.
Assim como diz Vinícius de Morais, escrevendo ao filho:
“— Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas que estavam reservadas para a tua...”
Não nos foi possível protegê-los, como tão ilusoriamente sonhávamos.
Mas penso que nos, mães e pais que sentimos a dor de devolver um filho tão cedo a pátria espiritual, cumprimos com honra e amor nossa benção e aprendemos muito mais com nossos filhos do que ao nosso alcance ensinamos.

Cristina Punhagui

Quem é mãe na dor tem o coração fora do lugar, coração que caminha, para sempre, por caminhos fora do seu próprio corpo. Caminha clandestino, pior inferno é ver um filho sofrer sem poder ficar no lugar dele.
Assim como diz Vinícius de Morais, escrevendo ao filho:
“— Eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas que estavam reservadas para a tua...”
Não nos foi possível protegê-los, como tão ilusoriamente sonhávamos.
Mas penso que nos, mães e pais que sentimos a dor de devolver um filho tão cedo a pátria espiritual, cumprimos com honra e amor nossa benção e aprendemos muito mais com nossos filhos do que ao nosso alcance ensinamos.

Cristina Punhagui



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