Passeata pela vida

Boa tarde amigos. Esse foi o primeiro encontro que participei a respeito de vaga em UTI neonatal. Esta caminhada pela vida foi organizada pela mamãe Adriana Bender, mãe do bebê Bernardo que faleceu a espera de um leito de UTI na cidade de Campo Bom-RS, a caminhada era para homenagear Bernardo e também chamar a atenção para a falta de leitos de UTI. Na foto a concentração antes da caminhada.
Começando esses movimentos que percebemos como existem mães que perderam seus bebês pelo mesmo motivo-FALTA DE UM LEITO DE UTI NEONATAL- como até hoje as autoridades fingem não saber do problema? Cada um deles pode omitir-se mas você mãe, que perdeu seu filho por falta de um leito, tem que tentar fazer alguma coisa, está em nós e na nossa união o poder de mudar, mas precisamos nos unir. Se você não é mãe de anjo, entre nesta luta, pelos bebês que ainda virão, seja pelo seu futuro filho, pelo filho de sua irmã, de sua cunhada, de sua amiga. Lutamos hoje e sabemos que a luta não irá terminar amanhã, que um leito a mais, ainda esta distante, mas vamos lutando, pelo minha filha Helena, pelo Bernardo, filho da Adriana, e pelo Arthur filho da Elisa, e é claro pelo bebê que estou esperando, pelo seu bebê, pelo bebê de sua vizinha, pelo bebê da mulher que você viu na parada do ônibus hoje, no supermercado, pelo bebê que ainda nem está no útero de uma mãe...é por eles que lutamos


O encontro entre mim e Adriana foi muito triste, nós mães que perderam seus filhos, olham para outra mãe que passa pela mesma situação e sente a dor renovada pela lembrança de como são os primeiros dias, os primeiros meses. Eu perdi minha Helena já fazem um ano e 2 meses, parece ser bastante tempo, eu sei, mas para mim o tempo que passou me ensinou a conviver com a dor, me ensinou a sobreviver sabendo que jamais serei completa novamente, e dói tanto quando vemos outra mãe, outro pai, que ainda está naqueles dias que lembramos o que é ser inteiro, ser feliz. Na foto outra mãe, Eliza mamãe do Arthur que faleceu após conseguir, depois de uma longa espera, uma vaga em uma UTI neo.



Como os pais são importantes nesta luta, minha mãe e meu pai tem 67 anos, eles se engajaram na campanha, coletaram assinaturas, além de me dar forças de viver todos os dias, eles não pensaram duas vezes em ir até a local da passeata que se iniciou as 14:00 e foi até por volta das 17:00, chegamos em casa a noite. Muito obrigada Ilse e Flavio, vocês são uns amores de vovôs.


Uma andorinha só não faz verão, esta é Elisa, mãe do Artur que faleceu, após depois de muita espera, ter sido transferido para uma UTI neo. E O ESTADO DIZ QUE NÃO FALTAM LEITOS DE UTI NEONATAL, então o que está acontecendo? Eles dizem que está dentro do número indicado para o tamanho da população, então acho que o problema está nos cálculos dessas estatísticas, porque eu, assim como tantas mães por esses Brasil a fora sabem A FALTA DE LEITOS DE UTI NEONATAL ESTÁ MATANDO NOSSOS FILHOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




Ps: Meu pai está depois da faixa, de bigodinho, a minha mãe que aparece em na foto recolhendo assinaturas, está oa lado dele, só não apareceu









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